Natal registra primeiro caso de Mpox em 2026 e Secretaria de Saúde reforça orientações à população

Foto: Marina Demidiuk/Adobe Stock

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal confirmou nesta quinta-feira (13) o primeiro caso de Mpox registrado na capital em 2026. A informação foi divulgada por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), responsável pelo monitoramento da doença no município.

O caso envolve um homem de 44 anos, residente em Natal, que procurou atendimento em um serviço de saúde da cidade. O diagnóstico foi confirmado no dia 20 de fevereiro.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o paciente cumpriu isolamento domiciliar por 15 dias, conforme orientação dos protocolos sanitários. Ele respondeu bem ao acompanhamento médico e evoluiu para cura, sem apresentar novos sintomas.

Segundo o monitoramento da Vigilância Epidemiológica, quatro notificações da doença foram registradas no município neste ano: um caso confirmado, dois suspeitos e um descartado.

A chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da capital, Lorena de Souza Araújo, explicou que a situação está dentro do esperado e que não há motivo para preocupação da população. Segundo ela, a Mpox não possui transmissão em larga escala como ocorre com doenças respiratórias, já que o contágio acontece principalmente por contato próximo com pessoas infectadas ou com materiais contaminados.

A Mpox é uma doença causada por um vírus da família Orthopoxvirus. Trata-se de uma enfermidade zoonótica, ou seja, que pode ser transmitida de animais para humanos, mas também pode ocorrer a transmissão entre pessoas por meio de contato direto com lesões, secreções ou objetos contaminados.

Entre os sintomas mais comuns da doença estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos linfonodos, conhecidos como ínguas. Também podem surgir lesões ou erupções na pele que evoluem para bolhas e crostas.

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que pessoas com esses sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS), principalmente se houver lesões na pele. O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais solicitados por profissionais de saúde.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento durante o período de transmissão e evitar compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas e utensílios.

O município também disponibiliza vacinação contra a Mpox para públicos prioritários, como pessoas maiores de 18 anos que convivem com HIV/Aids e profissionais de saúde que atuam diretamente em contato com o vírus.

O primeiro caso da doença em Natal foi identificado em junho de 2022. Desde então, até o final de 2025, a capital potiguar registrou 100 casos confirmados, 176 descartados e nenhum óbito relacionado à doença.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que segue monitorando os casos e adotando as medidas de vigilância e controle previstas nos protocolos do Ministério da Saúde.

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