Polícia Civil prende influenciadores, bloqueia R$ 14,8 milhões e apreende veículos em operação contra rifas ilegais no RN

Foto: Reprodução/Polícia Civil RN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (18), a “Operação Rifeiros”, com o objetivo de combater a exploração de rifas ilegais, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

A ação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão nos municípios de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, como parte de uma investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de promover rifas de forma irregular por meio das redes sociais.

Entre os presos, estão três influenciadores digitais, que utilizavam seus perfis para divulgar e impulsionar as rifas, ampliando o alcance das práticas e atraindo um grande número de participantes.

Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 14,8 milhões em contas ligadas aos investigados, além do sequestro de bens. Segundo a Polícia Civil, o valor corresponde ao montante identificado ao longo das investigações, embora a efetivação do bloqueio possa ocorrer de forma total ou parcial, conforme o andamento das medidas judiciais.

Também foram apreendidos 14 veículos, sendo sete automóveis, quatro motocicletas, dois quadriciclos e um jetski, além de um carro equipado com sistema de som do tipo “paredão”. O prejuízo estimado aos investigados com as apreensões já ultrapassa R$ 1,5 milhão.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava estratégias nas redes sociais para divulgar e dar credibilidade às rifas, movimentando valores expressivos de forma irregular. As apurações também apontam o uso de mecanismos para ocultar e dissimular a origem dos recursos, o que caracteriza indícios de lavagem de dinheiro.

A prática de rifas ilegais, segundo a legislação, pode configurar crime quando não há autorização dos órgãos competentes ou quando há indícios de fraude, especialmente quando envolve promessas de premiações que não seguem regras legais.

O nome da operação faz referência aos chamados “rifeiros”, termo popular utilizado para designar pessoas que promovem rifas — neste caso, de forma ilegal e com suspeita de fraude.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros envolvidos, aprofundar o rastreamento patrimonial e apurar a extensão do esquema. Novas medidas não estão descartadas ao longo do andamento do caso.

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